Destinos

CARMO DA MATA

Carmo da Mata é o município das essências. Abriga, desde 1950, a empresa Georges Broemmé Aromas e Fragrâncias Ltda, fundada pelo casal russo Vera Broemmé von der Launitz e Georges Broemmé. O município também abriga importantes monumentos arquitetônicos em seu centro urbano e no campo, onde ainda permanecem edificações de estilo colonial. A religiosidade e a cultura são pulsantes no município, que mantém importantes festas religiosas e profanas centenárias. Há 15 quilômetros do centro histórico de Carmo da Mata encontra-se o Quilombo, povoação de origem negra que, além da cachaça fabricada no local e da gastronomia característica de Minas Gerais, tem como pontos turísticos duas cachoeiras: uma chama-se “Cachoeira do Zé do Mané” e outra da “Laje do Osório”. Carmo da Mata sedia o maior Acervo Particular de Carros e Relógios Antigos de Minas Gerais e fazendas centenárias que, além de cultivar a terra, empreendem em técnicas centenárias de produção de alimentos e destilados, como monjolos, alambiques e engenhos. O bioma do município é riquíssimo e o patrimônio natural é propenso à prática de esportes de aventura.

CARMO DO CAJURÚ

Carmo do Cajurú abriga o segundo maior polo moveleiro do Brasil. É conhecida como “Cidade dos Móveis” por produzir e exportar para toda América do Sul. O patrimônio natural é riquíssimo e propenso à prática de esportes de aventura. Destaque para a “Pedra do Calhau”, o “Bosque”, a “Serra do Galinheiro” e a “Prainha”. Outros aspectos não naturais, como a barragem de Carmo do Cajurú, moldada com a construção da hidrelétrica de mesmo nome, operada pela Companhia Energética de Minas Gerais [CEMIG], e a arquitetura das igrejas do Rosário, Matriz de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora do Líbano o qualificam como município diverso. Carmo do Cajurú também abriga belas festas religiosas, profanas e culturais com rico patrimônio material e imaterial.

 

CARMÓPOLIS DE MINAS

Carmópolis de Minas ocupa o segundo lugar na produção do tomate de mesa em Minas. O cultivo ocupa pouco mais de 300 hectares de terra e a produção ultrapassa 25 mil toneladas por ano, segundo a Empresa de Assistência Técnica do Estado de Minas Gerais [Emater]. O município abriga quatro sítios arqueológicos, onde são encontrados petróglifos [rochas originárias do período da pré-história, que contêm inscrições gravadas em sua superfície]. Carmópolis possui ainda a Estação Ecológica Mata do Cedro, importante área de proteção e preservação do bioma Mata Atlântica. A Serra da Laje é um local propício para a prática de escalada e rapel. Belas cachoeiras se somam ao patrimônio natural. O município é berço da Mazé Doces Artesanais [http://mazedoces.com.br], charmosa loja que fabrica e exporta os melhores doces artesanais de Minas Gerais. Carmópolis de Minas também mantém lindas festas tradicionais religiosas e profanas bicentenárias com rico patrimônio imaterial.

 

CLÁUDIO

Cláudio é a capital mineira dos apelidos. É parte da cultura local apelidar moradores e visitantes. Até uma lista telefônica que ao invés de utilizar nomes e sobrenomes usa apelidos é publicada na cidade anualmente. O município também é conhecido por seu grande polo de fundições e metalúrgicas, um dos maiores da América Latina. Cláudio também é banhado pelas águas da Usina Hidrelétrica de Cajurú, localizada no Rio Pará, operada pela Companhia Energética de Minas Gerais [CEMIG]. A terra dos apelidos detém lindas cachoeiras, belas montanhas e fazendas centenárias que se dedicam à agricultura, a pecuária e a produção de destilados. Cláudio também é berço de importantes referências políticas e mantém inúmeras manifestações culturais e artísticas que o qualificam como município diverso.

 

ITAPECERICA

Nascida no final do século XVII e situada no coração do Vale do Itapecerica no Centro-Oeste de Minas, a cidade foi o décimo município criado na Capitania de Minas Gerais, hoje estado de Minas Gerais. Seus principais monumentos histórico-culturais são seu centro urbano, onde ainda permanece o casario de estilo colonial, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Igreja de Nossa Senhora das Mercês, Igreja de São Francisco e a Matriz de São Bento, obra mais imponente da cidade e local do palco principal do Festival de Inverno, formidável evento artístico da região que ocorre anualmente na última semana de julho. Outro ponto de destaque está há dois quilômetros do centro urbano do município, é o casarão colonial bicentenário da Fazenda Palestina, que foi recentemente restaurado e adaptado para o turismo rural. O município abriga, entre as belas montanhas, uma aldeia Muã Mimatxi, da etnia Pataxós, centenas de referências históricas e artísticas que rotularam o município como “Berço Cultural do Centro Oeste Mineiro”. Itapecerica promove o tradicional Festival de Gastronomia Rural, que reúne uma série de ações, que inclui degustação de pratos típicos mineiros, além de workshops de culinária e shows de artistas regionais.

 

OLIVEIRA

Oliveira é testemunha de vários exemplos da arquitetura civil colonial e do ecletismo do final do século XIX e princípio do século XX, protegido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico [IEPHA]. O município é berço do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, popularmente conhecido como Carlos Chagas, que também trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, iniciou sua carreira no combate à malária. Destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (cujo nome foi uma homenagem ao seu amigo Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o primeiro e até os dias atuais permanece o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor (Triatominae), os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia. Oliveira também é um importante destino religioso de Minas Gerais por conservar as tradições religiosas do cristianismo e étnico-raciais bicentenárias proferidas em latim e na língua crioula. Além de encenações que contagiam turistas de todo o país e do exterior. O município abriga ainda o Observatório Sonear [Observatório Austral para Pesquisa de Asteroides Próximos à Terra]. É o único observatório astronômico do tipo no hemisfério sul.

SÃO FRANCISCO DE PAULA

São Francisco de Paula é conhecido como “Cidade do Melhor Café de Minas Gerais”. Abriga fazendas bicentenárias que, além da atividade cafeeira, se dedicam à agropecuária e a produção de destilados, cada uma com sua identidade própria, seu sabor característico, histórias e individualidades. O município abriga o Parque Hotel Pimonte, considerado no seu gênero o maior complexo turístico regional e se destaca também por suas cachoeiras e belas montanhas, ideias para a prática de esportes radicais. Além de um folclore que mexe com a imaginação das pessoas e centenas de referências culturais, históricas, arquitetônicas e artísticas que conjugam com o legítimo jeito mineiro.

SANTO ANTÔNIO DO AMPARO

Santo Antônio do Amparo detém o café mais valioso do Brasil. Os grãos produzidos nas fazendas centenárias do município há décadas obtêm do mercado reconhecimento de vanguarda e excelência na produção e beneficiamento. Em 2016, em um leilão on-line promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais [BSCA], uma empresa japonesa pagou R$ 18 mil por cada saca de 60 quilos. O café de Santo Antônio do Amparo também foi o campeão da última edição nacional do Cup of Excellence, promovido no Brasil pela BSCA. O concurso é a principal referência do país. Além de referência na cafeicultura brasileira, Santo Antônio do Amparo também se sobressai na cultura, em destaque a “Cavalhada”, realizada no distrito São Sebastião da Estrela. A Festa remete à Idade Média européia, na região da Gália [Atual França], do Rei Franco, Carlos Magno, fundador do Império Carolíngio e proclamado Imperador do novo Império Romano do Ocidente pelo Papa Leão III no Natal do ano 800. A festa é composta por três grupos: os cavaleiros cristãos, os mouros e os mascarados. A base do ritual da Cavalhada é a mesma, ou seja, os cristãos que representam o exército de Carlos Magno lutam de azul, a cor do cristianismo, contra os cavaleiros do exército islâmico Sarraceno, vestido de vermelho. No final da apresentação, que tem duração de três dias, os cristãos vencem os mouros e estes ainda são convertidos ao cristianismo.